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| arte e cultura
por: Gladimir Aguzzi
 
[17h:00min] 26/09/2013 - Cultura
AZ Galeria de Arte apresenta GRANDES NOMES
É nesta quinta-feira, 26 de setembro, das 19 às 22h.
 
Antônio Rocha
 

Um espaço de arte aberto para a cidade que valoriza a arte

A galerista e artista plástica Angela Zaffari abre as portas da AZ Galeria em Bagé, nesta quinta-feira, 26, para a exposição GRANDES NOMES. A mostra reúne trabalhos dos artistas Antônio Soriano, Paulo Amaral, Glória Corbetta, Érico Santos, Marion Lunke e Velcy Soutier.
Inaugurada para expor seus trabalhos no final do ano passado, Angela mudou a proposta da AZ Galeria em julho, quando resolveu abrir o espaço para mostrar a obra de vários artistas.
A seguir, uma entrevista com a galerista e um breve currículo dos artistas que estarão com suas obras em Bagé a partir de amanhã.


CADERNO ARTE e CULTURA - Tu és de Porto Alegre, viesse para Bagé em 2008 e montasse uma galeria de arte, a AZ. Como ocorreu esse processo?
Ângela Zaffari – Na verdade, cheguei na região em 2005, no interior, campanha, a 30km de Bagé. Depois vim para a cidade, fiz meu atelier, exclusivo para produzir arte e enviar para Porto Alegre, onde tem quem administra o meu trabalho, que faz seleção e acomodação nas galerias. Mas, com o tempo, as pessoas daqui, de alguma forma, começaram a conhecer o meu trabalho, a minha arte, e comecei a ter um retorno aqui em Bagé, que era uma coisa que não esperava, porque não conhecia quase ninguém. Quando surgiu a oportunidade de alugar este espaço aqui (rua Marcílio Dias, 1466), a primeira coisa que pensei foi “vou montar uma galeria para mostrar os meus trabalhos”, porque é um lugar onde posso receber as pessoas e ter as minhas obras. O que eu produzia no atelier mandava para Porto Alegre, então não tinha para venda. Quando surgiu este espaço era só para isso, expor o que é de minha autoria, mas surgiu a ideia de ampliar, trazer novos artistas, outras opções.

Foi uma alternativa tua, da artista Angela Zaffari, que observou essa possibilidade.
Tem que variar, tem que oxigenar. Por mais que eu possa fazer algumas coisas, fazer tipos de trabalhos diferentes, tem que ter variação. Bagé consome arte em todos os aspectos. A questão cultural aqui é muito forte e isto é uma coisa muito boa, que me surpreendeu positivamente.

O que é a tua obra?
Minha obra basicamente é o abstrato. É o acrílico sobre tela. Eu trabalho com linhas, com o quadrado. Sempre são espaços preenchidos com cor e eu utilizo cores vibrantes, variações e o efeito que dá.



Poesia em forma de cor

Trecho do texto da crítica de arte e curadora independente, mestre em artes visuais, Ana Zavadi:
“A poética de Angela Zaffari aponta uma possibilidade da pintura contemporânea, em que a cor é energia, vibração, e o quadrado é o elemento que sustenta a sua estrutura. As pinturas refletem a temática da cor. A cor, como exercício da própria cor, resplandece através da luz e das combinações cromáticas.
A ordem, a harmonia e o universo das coisas organizadas fazem parte de seu cotidiano artístico. O rigor formal, usado para tecer as tramas em suas telas ainda cruas, é feito por grades tracejadas com carvão, os quadrados são gerados com pequenas imperfeições, se é que se pode dizer assim, aos pequenos deslizes da mão, abrandados propositadamente ao demarcá-los para criarem movimentos e trilhas norteadoras no espaço pictórico.
As experimentações buscam um sistema de relações entre os quadrados...”
(o texto está no Catálogo AZ Galeria, disponível na AZ)


“Bagé consome arte.” Esta tua frase pode ser definida como simbólica para a abertura da AZ Galeria?
Bagé me surpreendeu positivamente. Outro dia estava falando com uma amiga daqui e que está morando fora, que me dizia o seguinte sobre a cidade onde atualmente reside: “as pessoas fazem casas maravilhosas e na hora de escolher um quadro acham caro, não valorizam, não tem esse olhar que Bagé tem para a arte.”
Em Bagé as pessoas curtem a arte, gostam. Isto é uma coisa que achei fantástica. Até porque quando a gente sai às ruas olha esses prédios maravilhosos – aqui tem prédios líndíssimos, às vezes chega dar pena de ver alguns mal cuidados. Mas, esse é um diferencial da cidade, tu sais e estás respirando arte. Minha sogra é de Bagé, tem 95 anos, e mora em Porto Alegre. Quando ela vem para visitar passeamos juntas. E é impressionante como tudo tem história, que ela conta com sua memória maravilhosa. São histórias cativantes, não superficiais, mas interessantes, com detalhes. A cidade, realmente, respira arte.

“A questão cultural
em Bagé
é muito forte”


A AZ Galeria de Arte em seu estilo, aberta a muitos artistas, é única em Bagé?
É a única. Tem a galeria da Jussara Casarin e da Norma Vasconcellos no Iporan, mas é para os trabalhos que elas produzem. Com esta proposta é só a AZ. Nós abrimos com o enfoque de galeria com varios artistas em julho, convidamos artistas como a Heloísa Beckman, a Rejane Karam, o Paulo Amaral com gravuras... A partir dali, começou essa proposta de vários artistas.
Inclusive a partir de novembro a gente quer realizar uma exposição de minitrabalhos, convidando vários artistas daqui, serão trabalhos em tamanho padrão. É algo mais acessível. Serão convidados em torno de 20 artistas. Será um espaço para novos artistas. Porque entendendo o quanto é difícil entrar para o mundo das artes.

Nesta quinta-feira, 26, a AZ Galeria apresenta uma exposição com o magnífico título “Grandes Nomes”. Como isso foi possível?
A Lúcia Gomes, que trabalha comigo, tem o contato da Glória Corbetta e fez o convite. A Glória é uma artista que já está em outro patamar (veja trabalhos e estilos dela nestas páginas), ela aceitou a proposta. O Antonio Soriano trabalha viajando pelo interior, tirando fotos e depois ele pinta e quando falei com ele, por coincidência, estava com um planejamento de vir para este lado do Estado. Então, ele vem para conhecer a galeria, já com seus trabalhos. Foram convites feitos com a proposta e todos aceitaram expor suas obra aqui na AZ. Fiquei muito feliz. O Paulo Amaral, por exemplo, tem toda uma aproximação com a gente, é daqui e já esteve conhecendo o espaço. Nem todos estarão na abertura. Mas, se pensar bem, não é fácil reunir obras com artistas como esses grandes, que conseguimos.

Exposição “Grandes Nomes”

ANTONIO SORIANO nasceu em Santo Ângelo (RS) em 1944. É um pintor com destaque nacional, neto do espanhol José Ibañez Soriano (ourives e sócio da antiga Joalheria Ibañez em Porto Alegre). Soriano militou na publicidade, atividade que lhe rendeu prêmios. Foi aluno de Rubens Galant Costa Cabral e de Ado Malagoli , o pintor vive na região sul de Porto Alegre, onde mantém seu atelier.

PAULO AMARAL nasceu em Bagé (RS) em 1950. Iniciou seus estudos em pintura na Califórnia, em 1967. No Rio de Janeiro filiou-se à Sociedade Brasileira de Belas Artes, convidado pelo artista Sansão Campos Pereira, cujo ateliê freqüentou nos anos 70 com o incentivo deste excepcional amigo e mestre do qual recebeu forte influência em sua arte. Como escritor, é autor de inúmeros textos críticos em livros e jornais e de apresentação de artistas plásticos. Sua pintura, iniciada nos anos sessenta com marinhas, passou a abordar a cena urbana estática, primeiramente através de detalhes que, como gravador e pintor, imprimia em suas fachadas, portas e janelas, tema que persistiu por quase três décadas durante as quais o artista desempenhou importante papel na preservação do patrimônio histórico de seu Estado. Sua pintura mais recente tem abordado o tema “Cidades vazias”, influência clara de suas freqüentes viagens pelo mundo. Seu currículo conta mais de quarenta exposições individuais no Brasil e no exterior, cerca de 150 coletivas, participação em salões de arte, como artista e jurado, e participações em acervos de museus. Representa a Galerie d’Art François Mansart, de Paris, para a curadoria e seleção de artistas brasileiros. Em 1994 recebeu a Ordem do Mérito das Belas Artes, no grau de Comendador. É membro da Academia Brasileira de Belas Artes, ocupando a Cadeira número 45, patronímica de Emiliano Augusto de Albuquerque Mello ( Di Cavalcanti ).

ERICO SANTOS nasceu em Cacequi (RS) em 1952. Começou a pintar profissionalmente a partir de 1976, em São Paulo, no bairro Pinheiros, no atelier do pintor e restaurador florentino Renzo Gori. Ajudou Gori a restaurar obras de importantes artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Tarsila, Rebolo, Bonadei, Volpi etc. e os quadros que pintava eram levados pelos marchandes que freqüentavam o atelier. Em 1977 retornou para Santa Maria, no Rio Grande do Sul para concluir o curso de Direito. De 1978 em diante, alternou a advocacia com a pintura. A partir de 1987, começa a se dedicar exclusivamente à pintura onde se tornou um dos líderes no mercado do sul do país. Fez gravura em metal no atelier de Iberê Camargo. Começou a participar efetivamente do mundo das artes como jurado em salões oficiais de arte, palestrante em universidades, escrevendo sobre arte em jornais e revistas especializadas. Publicou os livros “Pintura & Palavra” e “Arte: emoção e diálogo”. É conselheiro e um dos idealizadores do Museu de Arte de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Atualmente, divide o tempo entre os ateliês de Porto Alegre e de Milão, na Itália. Realizou mais de 20 exposições individuais e mais de 200 coletivas nacionais e internacionais.

VELCY SOUTIER nasceu em Clevelândia (PR), em 1951. Radicado em Porto Alegre desde 1972, é graduado em Artes Plásticas pela UPF- Passo Fundo (1986), especialista em Educação Estética e Arte pelo UNILASALLE (2004) e mestre em Design pela UFRGS (2009). Dirigiu a Studio-Escola de Desenho (1988-92) e foi curador do Espaço de Arte Fiergs (1998-2000).Verbete no Dicionário de Artes Plásticas no RS, é professor de desenho, pintura e design com 10 obras publicadas, entre elas, Desenhar é fácil, bonito e necessário, e obra em design visual conhecida em 60 países.Comenda Pedro Weingärtner da Câmara Municipal de Porto Alegre pelo conjunto da obra e contribuição à cultura do RS.Possui obras em acervos particulares no Brasil, França, Itália e Suíça.

MARION LUNKE nasceu em 12 de agosto de 1943, em Baden-Baden na Alemanha. Engenheira química formada pela Faculdade de Karlsruhe em 1970, reside no Brasil com sua família desde 1975, tendo iniciado sua carreira artística a partir de 1991. As flores são o tema predominante em seu trabalho e a técnica mais utilizada e acrílico sobre tela. Cursos realizados com Elizethe Borghetti, Vera Wildner, Julio Ghiorzi, Clara Pechansky e Paulo Porcello.
Exposições coletivas e individuais: Na Galeria Gravura, Bolsa de Arte, Via Lívia Galeria de Arte, Galeria 24 de Outubro e Irlanda do Norte.

GLÓRIA CORBETTA nasceu em Porto Alegre (RS). É artista plástica, escultora e designer. Desde muito cedo iniciou sua atividade artística, optando pela escultura. Em 1990 inaugurou seu show room na capital gaúcha, onde comercializa trabalhos de sua autoria: esculturas em bronze, alumínio, resina e aço inox; arte aplicada e design, em objetos para casa e escritório, bem como sua linha de jóias escultóricas, que inclui peças em aço e alumínio. Em 2001, simultaneamente a uma exposição de suas jóias em ouro e materiais nobres no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, foi lançado o livro "Gloria Corbetta: a Arte do Tridimensional", sobre sua trajetória artística.
 
Divulgação JM
Ângela Zaffari e Paulo Amaral
 
 
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Marion Lunke
 
     
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Érico Santos
 
 
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Glória Corbetta
 
     
 

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